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1. Os documentos originais da Bíblia ainda existem?

Não. Os escritores bíblicos não gravaram as suas palavras em pedra, nem escreveram em duráveis plaquetas de argila, antes registaram em materiais perecíveis, designadamente o papiro e o pergaminho. Por isso, os originais desintegraram-se há muito tempo, a sua maioria no primitivo Israel, já que ficaram sujeitos à umidade e fenômenos atmosféricos, o que aliás, ainda sucede hoje com o papel e inclusive o próprio couro. Estes, apesar de serem mais resistentes, ficam danificados ao ar livre ou em recintos húmidos, sabendo que na antiguidade não existiam métodos, máquinas e conhecimentos técnicos para serem conservados.

Além disso, era costume dos judeus enterrar todos os manuscritos estragados pelo uso ou por qualquer outra causa, pois apenas pretendiam preservar os que estavam intactos e com virtualidade de transmitir, sem dúvidas, o seu conteúdo.

Finalmente, os locais onde os manuscritos preservados se encontravam guardados foram objeto de destruição por vários reis inimigos de Israel. Assim, Epifânio, Rei da Assíria, que dominou sobre a Palestina, tinha prazer em praticar a tortura e mandou exterminar a religião judaica e todos os seus haveres, tendo assolado Jerusalém e profanado o que restou do templo, destruindo todas as cópias que encontrou das Escrituras. Também nos dias do Imperador Deocleciano, os perseguidores dos judeus destruíram todas as cópias que encontraram dos escritos sagrados. Quando presumiu que todos os manuscritos estavam destruídos, mandou cunhar uma moeda, em comemoração dessa "vitória".


2. Se os originais não existem, como podemos ter a certeza da fidedignidade dos textos da Bíblia?

Os textos bíblicos foram preservados por copistas muito meticulosos. Pouco depois da escrita dos originais, começou a produção de cópias à mão. Aliás, o copista das Escrituras era uma profissão em Israel (cfr. Esdras 7:6 e Salmo 45:1).
Como as cópias eram feitas em materiais perecíveis, as cópias foram sendo substituídas por novas cópias manuais, tornando-se a base para os manuscritos futuros, durante séculos.

Os massarotes ("senhores da tradição) eram copistas dedicados, que viveram entre os séculos IV a X antes de Cristo. Os seus textos copiados passaram a ter a designação de textos massoréticos.

Quer estes, quer os escribas, que se lhes seguiram, eram profissionais muito dedicados. Na verdade, eles reverenciavam profundamente as palavras que copiavam, sendo extremamente meticulosos. Bem sabiam que não podiam acrescentar ou retirar qualquer pontuação ou letra ao texto sagrado, porque isso seria a negação da sua própria vida dedicada.


3. Qual a evidência da exatidão com os textos originais?

A palavra hebraica para copista é sofér, que significa contar, registar. E, efetivamente, os copistas calculavam a letra central do Pentateuco, a frase central de cada livro e quantas vezes cada letra do alfabeto (hebraico) ocorria nas Escrituras. Qualquer lapso de contagem implicava a destruição de toda a cópia e a criação de uma nova desde o princípio. Este método de verificação cruzada permitia que nem sequer uma letra do texto bíblico fosse omitida, na medida em que, à semelhança da escritura romana, em que as letras têm valor numérico (ex. V = 5; L = 50, etc.), também na língua hebraica, aramaica e grega, cada letra corresponde a um determinado valor numérico.

Perante o esforço que representava, designadamente a contagem das 815.140 palavras das Escrituras e o seu valor numérico, tal constitui a garantia do máximo grau de exatidão.

A maior evidência dessa correspondência e exatidão é que existem, na atualidade, mais de 6000 manuscritos das Escrituras hebraicas (na íntegra ou em parte) e 5000 manuscritos do Novo Testamento em grego, que apesar de terem sido escritos com uma distância temporal entre si (de vários séculos), são cada um espelho um do outro.


4. Há evidências arqueológicas?

Sim. Existem diversas descobertas arqueológicas que permitiram um melhor entendimento da origem da Bíblia. Os manuscritos mais antigos de que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do século II d.C. Mas a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó. Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias.

Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 permitem determinar que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.


Fonte: Irmãos.net

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